cover
Tocando Agora:

SP deve liberar venda de bebidas alcoólicas nos estádios após quase 30 anos

Acordo entre governo, Ministério Público, Polícia Militar e Defensoria abre caminho para retorno do consumo

SP deve liberar venda de bebidas alcoólicas nos estádios após quase 30 anos
SP deve liberar venda de bebidas alcoólicas nos estádios após quase 30 anos (Foto: Reprodução)

O governo de São Paulo fechou acordo com o Ministério Público Estadual, a Polícia Militar e a Defensoria Pública para liberar a venda de bebidas alcoólicas em estádios.

Na audiência pública realizada nesta segunda-feira (29), o Deputado Delegado Olim (PP), que é presidente do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) da FPF, informou ter recebido minuta de projeto encaminhada pela Casa Civil. Segundo ele, o texto foi construído em conjunto com os órgãos de segurança.


“Hoje eu liguei para o secretário (da Casa Civil) Artur Lima, que me mandou agora um projeto do governo que foi acertado com a Polícia Militar, com a Defensoria e com o Ministério Público, sobre bebidas nos estádios. Eles têm interesse”, afirmou.

Olim afirmou que a proposta pode ser discutida de forma coletiva na Casa. “A gente podia dar uma lida para fazer um coletivo e todo mundo entrar junto. Tenho certeza de que o pessoal ligado aos evangélicos não vai atrapalhar, eles também gostam de beber.”


O deputado também citou conversas políticas recentes. Ele disse ter tratado do tema com o presidente da Alesp, André do Prado (PL), que mencionou a possibilidade de derrubar o veto ao projeto do ex-deputado Itamar Borges.


Discussão marinada


A venda foi proibida em 1997, dois anos após a briga entre torcedores de São Paulo e Palmeiras no Pacaembu, em 1995. A lei estadual também vetou fogos de artifício e hastes de bandeiras.

Em 2003, o Estatuto do Torcedor reforçou a proibição nacionalmente.


A exceção ocorreu na Copa do Mundo de 2014, quando a cerveja voltou aos estádios. Nos anos seguintes, estados aprovaram leis próprias.

Em 2019, a Alesp derrubou a proibição, mas a decisão foi vetada pelo então governador João Doria, alegando inconstitucionalidade.


Informações: Gabriel Teles e Manuella Dal Mas, da CNN

Imagem: Gerada por I.A

Comentários (0)