Reeleição de Lula provoca pior reação do mercado no pós-eleição desde 2002
Reeleição de Lula provoca pior reação do mercado no pós-eleição desde 2002
Reeleição de Lula provoca pior reação do mercado no pós-eleição desde 2002
A reação do mercado financeiro à reeleição de Lula (PT) foi a mais negativa registrada no primeiro pregão após uma eleição presidencial brasileira desde 2002, segundo um levantamento do UOL. A forte queda da Bolsa de Valores e a disparada do dólar marcaram a abertura da semana, refletindo a preocupação de investidores com o cenário econômico e fiscal.
Na segunda-feira (26), o Ibovespa acionou o mecanismo de circuit breaker pela primeira vez desde março de 2020, após recuar quase 14% durante o pregão. O dólar também registrou forte valorização frente ao real, com salto de 8,2%, em meio ao aumento da aversão ao risco por parte dos investidores.
De acordo com o levantamento, o desempenho dos ativos brasileiros no primeiro dia útil após o resultado das urnas foi o pior entre os seis últimos pleitos presidenciais, considerando o comportamento da Bolsa e da taxa de câmbio logo após a definição da eleição.
Desde 2002, a reação da Bolsa brasileira foi positiva apenas em 2010, quando Dilma Rousseff (PT) foi eleita (+1,26%), e em 2022, quando Lula (PT) foi eleito ao vencer Jair Bolsonaro (+1,31%).
Veja a reação do Ibovespa após as últimas eleições
2002: -4,40%
2006: -1,09%
2010: +1,26%
2014: -2,77%
2018: -2,24%
2022: +1,31%
2026: -13,88%
Segundo um relatório na segunda-feira (26), o BTG Pactual projeta que o Ibovespa caia para cerca de 170 mil pontos “nas próximas semanas”, um recuo de 17% em relação ao período eleitoral.
“A reeleição do presidente Lula deve impulsionar as taxas de juros de longo prazo, enfraquecer o real e dificultar a intensificação do ciclo de afrouxamento monetário”, diz o documento.
O documento também alerta para a desvalorização do câmbio e estima um recuo entre 10% e 15% do real nas próximas semanas.
“A perspectiva de um real mais fraco pode favorecer as ações de exportadoras de commodities e metais, como Gerdau, Suzano e Vale, a exportadora de petróleo e gás PRIO, as exportadoras agrícolas SLC, 3Tentos e SMTO, e as exportadoras industriais WEG e Embraer.”
A forte oscilação observada logo após a eleição evidencia o aumento da cautela entre investidores, em um cenário de elevada incerteza e expectativa sobre os rumos da política econômica do novo mandato.
Fonte: Portal ND
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