Nova operação marca 31º prefeito preso em SC em cinco anos; levantamento revela partidos dos políticos
Nova operação marca 31º prefeito preso em SC em cinco anos; levantamento revela partidos dos políticos
Nova operação marca 31º prefeito preso em SC em cinco anos; levantamento revela partidos dos políticos
Com a prisão de Gilmar Sani (PL), prefeito de Alfredo Wagner, na Grande Florianópolis, realizada nesta terça-feira (27), Santa Catarina atingiu a marca de 31 prefeitos presos desde 2021. As investigações conduzidas nos últimos anos apuram suspeitas de corrupção, fraudes em contratos públicos e lavagem de dinheiro.
As ações foram deflagradas em diferentes operações, a maioria coordenada pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina). Entre as principais apurações estão a Operação Et Pater Filium, a Operação Mensageiro e, no caso mais recente, a Operação Dominus Urbis.
Gilmar Sani foi detido durante os trabalhos da Operação Dominus Urbis. A investigação mira uma suposta organização criminosa estruturada dentro do poder público catarinense.
Segundo o Ministério Público, os envolvidos operavam um esquema de fraudes e direcionamento de licitações, favorecimento ilícito de empresas, desvio de verbas públicas (peculato), corrupção e ocultação de bens obtidos por meios ilegais.
Natural de Alfredo Wagner, Gilmar assumiu o comando da prefeitura pela primeira vez em 2020, quando era filiado ao PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira). Naquele ano, foi eleito com 56,18% dos votos válidos, somando a preferência de 3.584 eleitores.
Em 2024, conquistou a reeleição já pelo PL (Partido Liberal), recebendo 4.060 votos (57,62%). No último pleito, o político compôs coligação formada por PL, PP (Progressistas), Podemos e a federação PSDB/Cidadania.
A reportagem tenta contato com a Prefeitura de Alfredo Wagner para obter o posicionamento oficial da administração municipal. O espaço segue aberto para manifestação.
Confira a lista completa de cada prefeito preso em Santa Catarina desde 2021:
Adelmo Alberti – prefeito de Bela Vista do Toldo;
Adilson Lisczkovski – prefeito de Major Vieira;
Adriano Poffo – prefeito de Ibirama;
Alfredo Cezar Dreher – prefeito de Bela Vista do Toldo;
Antônio Ceron – prefeito de Lages;
Antônio Rodrigues – prefeito de Balneário Barra do Sul;
Ari Alves Wolinger – prefeito de Ponte Alta do Norte;
Armindo Tassi – prefeito de Massaranduba;
Beto Passos – prefeito de Canoinhas;
Clésio Salvaro – prefeito de Criciúma;
Clézio Fortunato – prefeito de São João do Itaperiú;
Clori Peroza – prefeita de Ipuaçu;
Deyvisonn da Silva de Souza – prefeito de Pescaria Brava;
Douglas Elias da Costa – prefeito de Barra Velha;
Felipe Voigt – prefeito de Schroeder;
Fernando de Fáveri – prefeito de Cocal do Sul;
Gustavo Cancellier – prefeito de Urussanga;
Joares Ponticelli – prefeito de Tubarão;
Luis Antônio Chiodini – prefeito de Guaramirim;
Luiz Carlos Tamanini – prefeito de Corupá;
Luiz Henrique Saliba – prefeito de Papanduva;
Luiz Shimoguiri – prefeito de Três Barras;
Marcelo Baldissera – prefeito de Ipira;
Mário Afonso Woitexem – prefeito de Pinhalzinho;
Marlon Neuber – prefeito de Itapoá;
Orildo Antônio Severgnini – prefeito de Major Vieira;
Patrick Corrêa – prefeito de Imaruí;
Vicente Corrêa Costa – prefeito de Capivari de Baixo;
Júnior de Abreu Bento – prefeito de Garopaba;
Tiago Maciel Baltt – prefeito de Balneário Piçarras.
Gilmar Sani – prefeito de Alfredo Wagner.
A inclusão de Gilmar Sani faz com que o PL passe a ocupar o segundo lugar entre os partidos com mais chefes de Executivo detidos em território catarinense no período.
Fonte: Portal ND
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