MP denúncia suspeitos de terem queimado jovem de 22 anos vivo em meio a plantação de eucaliptos em SC; acusação de infidelidade teria motivado o crime
MP denúncia suspeitos de terem queimado jovem de 22 anos vivo em meio a plantação de eucaliptos em SC; acusação de infidelidade teria motivado o crime
MP denúncia suspeitos de terem queimado jovem de 22 anos vivo em meio a plantação de eucaliptos em SC; acusação de infidelidade teria motivado o crime
O MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), por meio da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Jaguaruna, no Litoral Sul de Santa Catarina, apresentou denúncia contra três homens e uma mulher, apontados como autores do homicídio de Leonardo Vieira Saqui, de 22 anos, que foi queimado vivo em meio a uma plantação de eucaliptos.
Os quatro réus foram denunciados por homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que teria dificultado a defesa da vítima. Um dos acusados também foi denunciado por supostamente ter promovido e organizado a cooperação dos demais para a prática do crime. A denúncia foi recebida pela Justiça, dando início à ação penal. Todos respondem ao processo presos.
A denúncia do MPSC foi embasada por meio de depoimentos, análise de materiais e dados telefônicos. Segundo o órgão, as informações obtidas durante a investigação indicaram o envolvimento dos quatro acusados com tráfico de drogas e contribuíram para esclarecer a dinâmica do homicídio.
De acordo com o inquérito, os denunciados invadiram uma propriedade particular no Balneário Campo Bom, em Jaguaruna, e levaram a vítima até uma área de plantação de eucaliptos, onde Saqui foi agredido e queimado vivo.
Conforme o laudo médico-pericial, o cadáver apresentava alto grau de carbonização, não sendo possível identificar características como a cor da pele, dos cabelos ou dos olhos. A identificação somente foi possível por meio de Laudo Pericial de Confronto Papiloscópico.
O MPSC sustenta que o crime foi cometido mediante meio cruel, em razão da utilização do fogo contra a vítima, e mediante recurso que teria dificultado sua defesa. A denúncia aponta que a ação foi planejada pelo grupo, que estava em maior número e surpreendeu a Saqui, que estava sob efeito de drogas e sem possibilidade efetiva de resistência.
A denúncia aponta que o homicídio foi motivado por uma suposta afirmação de Saqui, de que uma das envolvidas, companheira de um dos acusados, estaria mantendo um relacionamento extraconjugal com outra pessoa. Tanto a vítima quanto os denunciados tinham envolvimento com o tráfico de drogas e integravam uma facção criminosa.
Conforme descrito no documento, Saqui não havia conseguido provar a acusação de infidelidade, o que foi interpretado pelo grupo como uma espécie de deslealdade ou traição dentro do contexto das atividades criminosas. Para o Ministério Público, essa circunstância motivou a ação e caracterizou o motivo torpe atribuído ao homicídio.
Assim, um dos acusados, apontado na denúncia como integrante de posição de comando no tráfico de drogas, tinha interesse em impedir que os rumores sobre a companheira se espalhassem. Outro envolvido era o irmão da mulher mencionada no episódio e auxiliava diretamente nas atividades criminosas.
O quarto denunciado, por sua vez, auxiliava nas atividades relacionadas ao tráfico de drogas e, segundo a acusação, exercia funções voltadas à manutenção da autoridade e da obediência dentro do grupo criminoso.
A denúncia agora será submetida ao contraditório e à ampla defesa. O MPSC pede que os quatro réus sejam submetidos ao julgamento perante o Tribunal do Júri.
Fonte: Portal ND
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