Adolescente de 17 anos é sequestrada em casa, levada para mata e morta a tiros em SC; sete são denunciados
Adolescente de 17 anos é sequestrada em casa, levada para mata e morta a tiros em SC; sete são denunciados
Adolescente de 17 anos é sequestrada em casa, levada para mata e morta a tiros em SC; sete são denunciados
Sete pessoas foram denunciadas pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) por envolvimento no sequestro, morte e ocultação do corpo de uma adolescente de 17 anos em Nova Erechim, no Oeste catarinense. A jovem foi retirada de uma casa em Maravilha no dia 4 de julho e encontrada morta três dias depois, em uma área de mata no interior do município.
Segundo a denúncia, quatro homens e uma mulher são acusados de sequestro, homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Outros dois homens foram denunciados especificamente pela ocultação do corpo. O MPSC aponta que a morte ocorreu mediante emboscada, com emprego de meio cruel e por motivo fútil, em um contexto que teria relação com dívidas envolvendo drogas e uma suposta retaliação de organização criminosa.
De acordo com o Ministério Público, cinco dos sete denunciados estão presos. O processo tramita sob sigilo na Justiça.
Por se tratar de um crime contra a vida, os cinco acusados de sequestro e homicídio poderão ser submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri, caso a denúncia avance nas etapas previstas no processo.
A denúncia apresentada pelo MPSC detalha a participação atribuída a cada um dos envolvidos na ação que terminou com a morte da adolescente e na posterior ocultação do cadáver.
A jovem foi sequestrada no dia 4 de julho, quando estava em uma residência em Maravilha. Conforme apontado pela investigação policial na época, homens armados invadiram o imóvel e retiraram a adolescente à força.
O corpo foi localizado no dia 7 de julho, em uma área de mata na localidade de Suspiro, no interior de Nova Erechim, a cerca de 40 quilômetros de Maravilha.
A vítima apresentava diversos ferimentos provocados por disparos de arma de fogo, inclusive na região do rosto e do tórax.
A Polícia Civil apontou inicialmente que o crime apresentava características de execução e passou a investigar a participação de outras pessoas além dos primeiros suspeitos presos.
Na denúncia, o MPSC sustenta que o homicídio foi cometido mediante emboscada, com emprego de meio cruel e por motivo fútil.
O órgão também aponta que a ação teria sido planejada e estaria relacionada a uma possível cobrança de dívida envolvendo drogas e à retaliação atribuída a uma organização criminosa.
Durante a investigação, a Polícia Civil identificou diferentes suspeitos e buscou individualizar a participação de cada um deles.
A apuração apontou que os envolvidos teriam exercido funções distintas no sequestro, na morte da adolescente e na ocultação do corpo.
Dois homens foram presos em flagrante no dia 7 de julho, após a localização do corpo. Um terceiro suspeito foi preso no dia seguinte, em Mato Grosso, durante a tentativa de fuga.
Em agosto, a Operação Erínias levou à prisão de outros três homens, elevando para seis o número de pessoas presas durante aquela etapa da investigação.
Na época, a Polícia Civil informou que as diligências haviam revelado uma participação maior no crime do que a inicialmente identificada.
Agora, com a denúncia apresentada pelo MPSC, sete pessoas passam a responder judicialmente por diferentes condutas relacionadas ao caso. O processo permanece sob sigilo.
A investigação da Polícia Civil apontou que o sequestro teria sido planejado.
Segundo as informações levantadas durante a apuração, os suspeitos já estavam com uma pá e uma enxada dentro do veículo usado na ação, o que indicou aos investigadores que havia a intenção de ocultar o corpo após a morte da adolescente.
A jovem teria sido retirada à força de uma residência onde estava com a avó. Na ocasião, homens armados invadiram o imóvel e também levaram o celular da familiar, dificultando que ela pedisse ajuda imediatamente.
Depois do sequestro, a vítima foi levada para uma área de mata no interior de Nova Erechim. A análise do local onde o corpo foi encontrado e os depoimentos colhidos pela polícia também ajudaram a reconstruir a dinâmica do crime.
A investigação apontou que a adolescente teria sido morta de joelhos, próximo ao ponto onde posteriormente foi aberta uma cova para esconder o cadáver. Uma das linhas investigadas desde o início relacionava o crime a possíveis dívidas envolvendo drogas.
A polícia também apurou se a participação da adolescente em uma festa, onde teria tido contato com pessoas consideradas inimigas dos suspeitos, poderia ter motivado a ação.
Com o avanço das diligências, imagens, informações de inteligência e outros elementos foram utilizados para identificar novos envolvidos e individualizar a participação de cada um.
Fonte: Portal ND
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