Moraes entrega defesa ao STF e diz que investigação é nova tentativa de golpe: ‘Mudou o modus operandi’
Moraes entrega defesa ao STF e diz que investigação é nova tentativa de golpe: ‘Mudou o modus operandi’
Moraes entrega defesa ao STF e diz que investigação é nova tentativa de golpe: ‘Mudou o modus operandi’
Às vésperas do julgamento que decidirá se será aberta uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), no âmbito da análise da Petição 16.662, o magistrado enviou, na madrugada desta terça-feira (15), ao presidente da Corte, Edson Fachin, sua defesa diante das acusações.
Em um documento de 44 páginas, dividido em 121 tópicos, ele lista os motivos pelos quais pede a anulação do relatório produzido pela PF (Polícia Federal), que mostrou mensagens enviadas pelo empresário Daniel Vorcaro, ex-dirigente do Banco Master, a um número associado ao magistrado.
No Ofício nº 13/2026, ao qual o ND Mais teve acesso, o ministro Alexandre de Moraes sugere que o processo em curso contra ele seria uma nova tentativa de golpe que não se esgotou nos atos de 8 de janeiro de 2023, mas que teria “simplesmente mudado seu modus operandi”.
“Mas, assim como na primeira vez, o Supremo Tribunal Federal saberá resistir e sairá fortalecido”, afirmou.
O ministro também sustenta que o processo seria uma vingança pela forma como conduziu as investigações.
“Apesar da farsa montada e divulgada, não existe absolutamente nada e todos sabem a motivação político-eleitoral dessas criminosas mentiras. VINGANÇA”, afirma. Segundo ele, ela partiria de “aliados daqueles que tentaram acabar com a Democracia e o Estado de Direito” e foram condenados pelo STF.
O magistrado também alegou que o pedido de investigação é ilegal. Isso porque, segundo ele, não foi apresentado pela Procuradoria-Geral da República ou aprovado pelo plenário. “O relatório é imprestável porque houve total quebra da cadeia de custódia”, afirma Moraes.
Ele também reitera que o relatório não teria sido produzido integralmente pela Polícia Federal, “mas sim com auxílio de órgão externo, provavelmente órgão estrangeiro”. Para Moraes, isso demonstra uma “clara tentativa de interferência externa nas eleições brasileiras de 2026” ao tentar incriminá-lo.
No mesmo documento, o ministro negou a troca de mensagens com Daniel Vorcaro e classificou o conteúdo como “diálogos fantasiosos”.
“Nenhuma ilação foi mais falsa, criminosa e mentirosa do que a questão dos supostos diálogos por mensagens entre mim e Daniel Vorcaro, supostamente relacionadas à ‘Operação Compliance’. MENSAGENS MINHAS que nunca existiram”, escreveu no tópico 76 do ofício.
“NÃO EXISTE DIÁLOGO, que pressupõe a existência de dois interlocutores, pois não há UMA ÚNICA MENSAGEM OU BLOCO DE NOTAS COM O TEXTO DE MENSAGENS DO MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES”, afirmou. Ele também alega não haver “possibilidade de controle da veracidade das alegações”.
Segundo Moraes, isso ocorre porque o ministro André Mendonça teve “acesso antecipado ao acervo bruto de extrações”.
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