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Santa Catarina recebeu mais de 109 mil imigrantes desde 2000; haitianos e venezuelanos lideram os registros no estado.

Santa Catarina recebeu mais de 109 mil imigrantes desde 2000; haitianos e venezuelanos lideram os registros no estado.

Santa Catarina recebeu mais de 109 mil imigrantes desde 2000; haitianos e venezuelanos lideram os registros no estado.
Santa Catarina recebeu mais de 109 mil imigrantes desde 2000; haitianos e venezuelanos lideram os registros no estado. (Foto: Reprodução)

Santa Catarina recebeu mais de 109 mil imigrantes desde 2000; haitianos e venezuelanos lideram os registros no estado.


Santa Catarina registrou, entre 2000 e 2022, 109.209 imigrantes internacionais de acordo com levantamentos do SISMIGRA (Sistema de Registro Nacional Migratório). A grande maioria dos registros concentrou-se a partir de 2010, período marcado por uma intensa diversificação dos fluxos originários do Sul Global, com destaque para a população vinda do Haiti, Venezuela e Argentina.


Nesta semana, a Udesc ( Universidade do Estado de Santa Catarina) lançou a versão impressa do Atlas Temático das Migrações Internacionais em Santa Catarina no Século XXI no Auditório Tito Sena, no Centro de Ciências Humanas e da Educação (Faed), em Florianópolis. O material compila e analisa esse panorama sociodemográfico no estado.


Entre 2000 e 2009, o estado contabilizou 12.641 registros migratórios. Já entre 2010 e 2022, esse volume subiu para 96.568 pessoas, um salto de aproximadamente 7,6 vezes em relação à década anterior.


Os haitianos lideram o ranking de nacionalidades, somando 35.536 registros (32,5% do total). Em seguida aparecem os venezuelanos, com 24.797 (22,7%), e os argentinos, com 12.786 (11,7%). O estado também abriga populações de outros países sul-americanos, europeus, norte-americanos, asiáticos e africanos.


“São migrantes da África, Caribe e América Central que mostram que o Brasil se tornou um destino para esses migrantes”, destaca a professora Gláucia de Oliveira Assis, coordenadora do Observatório das Migrações de Santa Catarina.


Florianópolis é o município que concentra a maior quantidade de registros em Santa Catarina, com 22.177 pessoas. Em seguida surgem Joinville (10.498), Chapecó (6.794), Balneário Camboriú (6.076), Itajaí (3.893) e Blumenau (3.532). Municípios vizinhos da Capital, como São José (2.517) e Palhoça (2.178), também se destacam.


Ao analisar a Região Geográfica Intermediária de Florianópolis, o volume atinge 28.345 registros, o que corresponde a 26% do total estadual. Outras regiões apresentaram salto expressivo na comparação entre os dois períodos:


. Blumenau: passou de 1.447 (2000–2009) para 22.229 registros (2010–2022).

. Chapecó: saltou de 17 para 16.488 registros no mesmo período.

. Joinville: subiu de 349 para 12.234 registros.


O perfil geral dos imigrantes registrados indica predominância de pessoas em idade ativa. Em relação ao estado civil, 80.875 declararam-se solteiros e 23.227, casados.


A inserção no mercado formal também é expressiva. Dados da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) de 2021 mostram 41.258 vínculos formais ativos de imigrantes no estado. O município de Chapecó liderava a geração de empregos formais para essa população (16.565 vínculos), seguido por Blumenau (9.868), Florianópolis (5.380) e Joinville (4.956).


As razões de regularização e permanência no país variam: entre a população haitiana, predominam os vistos e amparos de longa duração (18.124 pessoas), enquanto entre os venezuelanos sobressaem-se os registros temporários e acolhidas humanitárias (22.703 pessoas).


O levantamento aponta que a distribuição das comunidades varia conforme a região econômica:


. Em Florianópolis, há forte presença concentrada de haitianos, argentinos e venezuelanos.

. Chapecó, Joinville e Blumenau absorvem grande volume do contingente haitiano.

. Criciúma se sobressai pela recepção de imigrantes de países africanos, sobretudo ganeses (156 registros).

. Senegaleses aparecem com destaque no Oeste, particularmente em Chapecó (51 registros).


Como os dados do SISMIGRA/Polícia Federal consideram os registros efetuados na entrada e regularização a partir do ano 2000, os números não indicam necessariamente a quantidade de imigrantes residentes na atualidade (uma vez que não contabilizam saídas do país ou óbitos). Além disso, a base não engloba pessoas indocumentadas nem o total acumulado de solicitações de refúgio.


Fonte: Portal ND 


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