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Menino morto por não dar “bom dia” ao pai: sem família para buscar corpo, prefeitura vai custear funeral

Menino morto por não dar “bom dia” ao pai: sem família para buscar corpo, prefeitura vai custear funeral

Menino morto por não dar “bom dia” ao pai: sem família para buscar corpo, prefeitura vai custear funeral
Menino morto por não dar “bom dia” ao pai: sem família para buscar corpo, prefeitura vai custear funeral (Foto: Reprodução)

Menino morto por não dar “bom dia” ao pai: sem família para buscar corpo, prefeitura vai custear funeral


O menino de três anos que morreu após não dar “bom dia” ao pai, o missionário norte-americano D’Andre Jermaine Grayson, terá o velório custeado pela prefeitura de Viamão, cidade da região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, onde o caso de maus-tratos aconteceu. A morte do menino completa duas semanas na quinta-feira (9), ainda sem que o enterro tenha sido realizado.


O corpo do menino segue no Departamento Médico-Legal (DML) porque o corpo não pode ser retirado, já que não há representante da família na cidade. A mãe, Mayanna Angelina Rodgers, também não é brasileira, ou seja, não possui outros familiares no município, e está presa por suspeita de omissão.


Na tarde de segunda-feira (20), a defesa de Mayanna afirmou que estava em “tratativas para realizar o velório” e que buscava autorização para que a mulher participe do velório do menino. Inicialmente, o Ministério Público do Rio Grande do Sul havia solicitado que Mayanna fosse liberada ao DML para que reconhecesse o corpo do menino, conforme informações da Zero Hora.


A medida foi autorizada, mas a Secretaria Estadual da Segurança Pública informou que a identificação já havia sido feita pelo próprio DML e que, neste momento, aguardava a retirada do corpo por um familiar. Agora, o Ministério Público solicitou que o corpo fosse entregue ao município para que o funeral seja realizado, com a decisão acatada pela Justiça.


Quem arcará com os custos do velório e sepultamento será a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social. O motivo é o enquadramento da família nos critérios de vulnerabilidade.


A família veio dos Estados Unidos há cerca de nove anos. Em Viamão, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul afirmou que o casal e os filhos passavam por uma situação de vulnerabilidade e contavam com doações e ajuda de pessoas da comunidade religiosa.


Os filhos do casal foram encaminhados para acolhimento institucional por determinação do Conselho Tutelar. O menino morreu no dia 8 de julho, depois de ser agredido pelo pai que está preso. Ele confessou o crime e disse, em depoimento, que deu socos no tórax e no abdômen do filho, além de ter batido a cabeça da criança contra o chão, porque o menino não lhe deu “bom dia”.


Segundo informações do g1, ele também bateu a cabeça do menino contra o chão na casa onde a família morava, em Viamão. Em janeiro deste ano, o menino também teria quebrado o braço, com a justificativa de que a criança teria se machucado no sofá da casa. 


Além disso, o filho mais velho do casal, de 9 anos, também foi levado a um centro de saúde com um ferimento no rosto, segundo o prefeito de Viamão, Rafael Bortoletti (PSDB).


Fonte: Portal NSC 


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