Para enfrentar Super El Niño, SC receberá reforço de R$ 10 milhões
Valor veio da economia da Alesc; Estado se prepara para fenômeno climático, confirmado em junho
A Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina) vai destinar um repasse de R$ 10 milhões ao Governo de Santa Catarina para ações de prevenção, mitigação e resposta aos impactos do Super El Niño, fenômeno confirmado no início de junho.
O valor se soma aos R$ 24,8 milhões já anunciados pelo TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina) e vem da economia do Legislativo.
O repasse da Alesc foi confirmado pelo presidente da Casa, deputado Júlio Garcia (PSD), após solicitação da Bancada do Vale do Itajaí.
O repasse foi confirmado pelo presidente da Casa, deputado Júlio Garcia (PSD), após pedido da Bancada do Vale do Itajaí. Os recursos vêm da economia interna do Legislativo.
A medida ocorre em meio à preocupação com o aumento de eventos climáticos mais extremos no estado. Nos últimos dias, cidades do Vale do Itajaí já registraram ocorrências ligadas às chuvas, apontadas como sinal do cenário previsto para os próximos meses.
As projeções indicam que, a partir de setembro, o fenômeno deve se intensificar, com chuvas acima da média em Santa Catarina e maior risco de enchentes, alagamentos e deslizamentos.
Impactos do El Niño em SC
Mesmo que confirmado pela agência climática NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos, na tradução da sigla), é necessário esperar o avanço do El Niño para prever os seus efeitos.
O fenômeno é associado ao risco de enxurradas, deslizamentos e inundações em Santa Catarina. Os eventos devem se concentrar nos meses da primavera, entre setembro e novembro, quando a precipitação já é alta.
Especialistas em clima projetam desde abril o risco da formação de um Super El Niño. Se confirmado, seria o evento mais forte em 140 anos, com impactos em diversas regiões do mundo.
O que é o El Niño?
O El Niño acontece quando há aquecimento superior a 0,5ºC em uma área do Oceano Pacífico Equatorial chamada Niño 3.4. No entanto, isso não basta para determinar os seus efeitos.
É preciso existir interação entre a temperatura e a atmosfera, além de previsão de continuidade do fenômeno –isso inclui o risco de as águas seguirem aquecendo.
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