Após 10 anos, acusados de matar e estuprar menina de 12 anos serão julgados em Florianópolis
Após 10 anos, acusados de matar e estuprar menina de 12 anos serão julgados em Florianópolis
Após 10 anos, acusados de matar e estuprar menina de 12 anos serão julgados em Florianópolis
Dez anos depois do crime que chocou Rio do Sul, no Vale do Itajaí, será realizado na quinta-feira (25) o segundo júri do caso Ana Beatriz Schelter, às 9h, no Tribunal do Júri da Comarca da Capital, em Florianópolis, em sessão é pública.
Ana Beatriz tinha 12 anos quando saiu de casa, em março de 2016, para o trajeto de poucos minutos até o Colégio Estadual Henrique da Silva Fontes, onde estudava no sétimo ano, mas ela nunca chegou à escola.
No dia seguinte, o corpo da menina foi encontrado dentro de um contêiner às margens da BR-470, em uma cena montada para simular suicídio por enforcamento. No entanto, a perícia descartou a hipótese e atestou que a vítima foi morta por asfixia, após ser violentada sexualmente.
No primeiro júri, um homem de 58 anos, conhecido da família, foi condenado por homicídio qualificado, estupro de vulnerável e tentativa de interferir na investigação. A pena foi de 58 anos e nove meses em regime fechado, mais nove meses e 26 dias em regime semiaberto.
No júri de quinta, serão julgados outros dois réus. Um deles, de 63 anos, é acusado de ter participado diretamente das violências que resultaram na morte da adolescente. O outro, de 55 anos, responde por tentar interferir na investigação, alterando elementos que poderiam servir como prova.
Os três foram denunciados pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) no âmbito da Operação Fênix, conduzida pelo GAECO de Blumenau, sob coordenação da 3ª Promotoria de Justiça de Rio do Sul.
Segundo o MPSC, o processo foi desmembrado por decisão judicial. O objetivo era garantir a plenitude de defesa e permitir que eles tivessem as condutas analisadas pelo Conselho de Sentença de forma individualizada, considerando a quantidade de acusados, testemunhas e pela complexidade do caso.
Apesar do crime ter acontecido em Rio do Sul, o julgamento será realizado em Florianópolis. A mudança atendeu a um pedido da defesa, deferido pelo TJSC em fevereiro de 2026.
A defesa argumentou que a forte repercussão do caso na cidade poderia influenciar os jurados, dada a comoção gerada e a ampla cobertura da imprensa local. A acusação optou por não recorrer da decisão para não prolongar ainda mais a data de julgamento.
Para custear a viagem de Rio do Sul até Florianópolis, a família de Ana Beatriz abriu uma vaquinha online para cobrir deslocamento e hospedagem durante os dias de julgamento.
Fonte: Portal ND
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