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Projeto apoia mães e crianças atípicas tratadas à base de cannabis

Projeto apoia mães e crianças atípicas tratadas à base de cannabis

Projeto apoia mães e crianças atípicas tratadas à base de cannabis
Projeto apoia mães e crianças atípicas tratadas à base de cannabis (Foto: Reprodução)

Projeto apoia mães e crianças atípicas tratadas à base de cannabis


O interesse no uso medicinal da cannabis cresceu na última década. Desde 2012, pesquisadores têm observado o potencial do extrato da canabis para tratamentos neurológicos e psicológicos.


“Os canabinoides são potentes anti-inflamatórios. Ele tem um efeito antioxidante que é importante em várias condições neurológicas, como epilepsia, esquizofrenia e depressão”, explicou o neurologista e voluntário do Projeto Noronha, Eduardo de Sá Faveret.


No caso de pessoas com TEA, o canabidiol ajuda a controlar agressividade, insônia e agitação. Muitas pessoas com autismo sofrem com a sobrecarga sensorial porque o sistema endocanabinoide delas, responsável pela filtração de ruídos, luzes, cheiros e toque, além de fundamental para dormir, relaxar, comer e esquecer, é reduzido.


“O sistema endocanabinoide regula diversas funções do nosso corpo, buscando manter o equilíbrio ou a recuperação de situações de estresse físico ou emocional. Essa regulação envolve diversos receptores que são chamados de transientes. O canabidiol atua ativando e esgotando os receptores transientes. Na prática, isso reduz essa hipersensibilidade”, disse o neurologista.


Um diferencial do tratamento com canabidiol em relação a outros medicamentos aprovados, como a Risperidona e o Aripiprazol, é de que o CBD não deixa o paciente sedado ou dopado, como aponta o psiquiatra e voluntário Wilson Lessa Junior.


“A dose [de outros medicamentos] que deixa muito sedado acaba tendo impacto no tratamento ‘ouro’ para o espectro autista, que é o tratamento multidisciplinar, com terapia ocupacional, fono, psicólogo etc. A criança, para poder ter proveito dessa terapia, precisa estar acordada. O canabidiol acaba tendo essa coisa de diminuir a agressividade, mas sem dar sono, e a pessoa permanece ativa”, explicou Wilson.


Fonte: Portal Agência Brasil


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