Supermercados sugerem fechar mais cedo para evitar alta de preços
Supermercados sugerem fechar mais cedo para evitar alta de preços
Supermercados sugerem fechar mais cedo para evitar alta de preços
A Associação Catarinense de Supermercados (Acats) propõe pequena redução no horário de atendimento ao público durante a semana e aos domingos em todo o país para o setor se ajustar à nova mudança da escala 6X1 para a 5X2 sem aumento de custos.
Hoje, a maioria das lojas de atacarejo abre durante a semana das 7h às 22h e aos domingos das 8h às 21h. Se mudar para 7h30min às 21h30min na semana e das 8h às 19h aos domingos, o setor poderia atender a nova escala sem enfrentar maior custo com pessoal, propõe o vice-presidente da Acats, José Koch.
O empresário informa que essa seria uma proposta para o setor enfrentar a atual “tempestade perfeita” de aumentos de custos e foi bem aceita pelos empresários de Santa Catarina em reunião da associação, realizada durante a ExpoSuper, exposição e congresso realizados semana passada. Ele observou que, para ter equilíbrio frente a concorrência, o ideal seria que a maioria das empresas do Brasil adotasse a mudança.
"Qual é a pergunta de R$ 1 milhão para não absorver todos esses custos e ter que repassar aos preços? Temos que ser inteligentes. O setor pode absorver isso fazendo pequenas mudanças sutis que não afetem o atendimento ao cliente e melhoram a qualidade de vida dos colaboradores." destaca José Koch.
As projeções feitas pela entidade mostram que se o atendimento aos domingos for reduzido para o período das 8h da manhã às 7h da noite, é possível trabalhar só com um turno de pessoal. Isso porque todos os colaboradores não precisam começar às 8h. Eles podem entrar gradativamente, ter intervalos de duas horas para alimentação e cumprir o trabalho do dia.
"Isso facilita porque um turno só será obrigatório com a nova lei. Então, isso resolve a questão da folga aos domingos porque os trabalhadores poderão folgar dois domingos e trabalhar dois.", explica o vice-presidente da Acats.
Estudo do setor apurou que a mudança da jornada 6X1 para a 5X2, com redução de 44 horas semanais para 40 horas semanais aumenta de 9% a 10% o custo com pessoal caso sejam mantidos os horários atuais de abertura das lojas. Esse custo terá que ser repassado aos preços se não forem feitos outros ajustes.
A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) informou que o setor aceita a adoção da jornada 5X2, mas defende a criação do modelo de trabalho por hora no Brasil a exemplo do que existe nos Estados Unidos e Europa. A Acats também defende esse modelo, que está sendo proposto em projeto de lei para o setor enfrentar a falta de trabalhadores.
O vice-presidente da Acats diz que o setor enfrenta “tempestade perfeita” de desafios com maiores custos em função da possível mudança de jornada, pressão inflacionária, mudanças de hábitos dos consumidores em função das canetas emagrecedoras, reforma tributária e inteligência artificial.
Caso seja alterada a jornada e a alternativa de trabalho por hora não seja adotada, o setor vai enfrentar ainda mais falta de trabalhadores para as vagas disponíveis. Até porque a mudança de jornada, se aprovada pelo Congresso Nacional, vai abranger a maioria da economia do país, não apenas os supermercados.
Fonte: Portal NSC
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