Tragédia da queda do balão em Praia Grande completa um ano e famílias ainda cobram respostas
Tragédia da queda do balão em Praia Grande completa um ano e famílias ainda cobram respostas
Tragédia da queda do balão em Praia Grande completa um ano e famílias ainda cobram respostas
O sábado de 21 de junho de 2025 amanheceu com céu limpo e condições consideradas favoráveis para a prática do balonismo em Praia Grande, no Extremo Sul de Santa Catarina.
Diversos balões decolaram normalmente naquela manhã. Um deles, porém, transformaria o dia em uma das maiores tragédias da história do turismo de aventura no Brasil.
Exatamente um ano depois do acidente que matou oito pessoas e deixou 18 feridos, familiares das vítimas ainda aguardam respostas definitivas sobre o caso e cobram responsabilizações.
O balão transportava 21 pessoas quando um incêndio começou cerca de dois minutos após a decolagem. Em meio ao fogo, quatro ocupantes saltaram da cesta tentando escapar das chamas e morreram em decorrência da queda.
Outras quatro pessoas morreram carbonizadas dentro da aeronave. Ao todo, 18 passageiros sobreviveram ao acidente, muitos deles com ferimentos graves.
As apurações da Polícia Civil indicaram que o incêndio teve início na região do maçarico do balão. Também foi constatado que o extintor existente na aeronave falhou no momento em que foi acionado durante a emergência.
A primeira etapa do inquérito policial foi concluída em outubro de 2025 sem o indiciamento de nenhum suspeito. No mês seguinte, porém, novas diligências e questionamentos levaram à reabertura da investigação.
Atualmente, os procedimentos tramitam sob segredo de Justiça, tanto na esfera criminal quanto na cível.
Entre as vítimas fatais estava Leandro Luzzi, morador de Brusque e diretor da Federação Catarinense de Patinação Artística. Os familiares dele, assim como os de outras vítimas, passaram a acompanhar de perto o andamento das investigações.
Segundo o advogado Rafael Medeiros, que representa Jair e Miriam Luzzi, os pais de Leandro, o sentimento predominante é de frustração.
“Um ano se passou dessa tragédia e, até hoje, as famílias das vítimas têm mais dúvidas do que respostas. O inquérito policial anda a passo de tartaruga, a reconstituição do acidente ainda não aconteceu e não houve punição de responsáveis nem qualquer tipo de amparo às famílias”, afirmou em vídeo enviado a reportagem.
De acordo com ele, as famílias buscam justiça e punição dos responsáveis. “Elas lutarão para que essas oito vidas não sejam esquecidas”, completou.
Após a tragédia, Praia Grande tornou-se a primeira cidade brasileira a ter empresas habilitadas pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) dentro das novas regras do setor.
A regulamentação entrou em vigor em dezembro de 2025 e faz parte de um processo nacional que deverá ser concluído até 2028, quando a Anac pretende estabelecer um regulamento definitivo para o balonismo comercial.
O município, conhecido como Capital dos Cânions, depende fortemente da atividade turística ligada aos voos de balão.
O Ministério Público de Santa Catarina informou que acompanha diferentes frentes de apuração relacionadas ao caso.
Fonte: Portal ND
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