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El Niño deste ano vai ser mais intenso do que em 2023, prevê Defesa Civil

El Niño deste ano vai ser mais intenso do que em 2023, prevê Defesa Civil

El Niño deste ano vai ser mais intenso do que em 2023, prevê Defesa Civil
El Niño deste ano vai ser mais intenso do que em 2023, prevê Defesa Civil (Foto: Reprodução)

El Niño deste ano vai ser mais intenso do que em 2023, prevê Defesa Civil


A Defesa Civil de Santa Catarina prevê que o El Niño deste ano vai ser mais intenso do que o de 2023, ocasião em que o Estado sofreu com enchentes principalmente no Vale do Itajaí. Segundo o órgão estadual, porém, a previsão não significa que os impactos serão mais severos ou que teremos mais desastres.


“Já ocorreram episódios mais intensos, como o de 2015, quando o aquecimento chegou a 2,4°C acima da média. Ainda assim, embora tenham sido registrados danos no Estado, os impactos observados foram menores em intensidade e volume quando comparados aos de 2023”, diz a Defesa Civil, em nota nesta segunda-feira (18).


A Defesa Civil aponta que, em 2023, foi registrado 1,5°C de aquecimento da água na região central do Pacífico Equatorial, caracterizando um episódio de El Niño forte. Já em 2026, os modelos indicam que os índices podem se aproximar de 2,0°C acima da média.


Com a região no Pacífico mais aquecida, a evaporação ocorre mais rápido. Esse ar quente leva umidade para a atmosfera e forma uma grande quantidade de nuvens carregadas. Com isso, no meio do Pacífico chove mais, dando início a um efeito dominó que alcança o Sul do Brasil e recebe o nome de El Niño.


A previsão do El Niño em Santa Catarina é de aumento das chuvas, temperaturas mais elevadas e episódios de vento intenso, elevando o risco de alagamentos, inundações e deslizamentos em diferentes regiões catarinenses.


Segundo meteorologistas da Defesa Civil, o aumento das chuvas deve começar de forma progressiva a partir de junho de 2026. Durante o inverno, o fenômeno já deve influenciar o clima no Estado, mas ainda com impactos menores. A maior preocupação está concentrada na primavera.


"A partir de setembro, os efeitos começam a se intensificar mais significativamente", explicou o meteorologista Caio Guerra durante o encontro.


O auge do fenômeno está previsto para os meses de novembro, dezembro e janeiro. É nesse período que pode ocorrer a formação de um “super El Niño”, ou de um evento classificado como “forte” ou “muito forte”.


As projeções apresentadas pela Defesa Civil apontam mais de 30% de chance desse cenário se concretizar. Ainda assim, especialistas reforçam que a intensidade definitiva do fenômeno só poderá ser confirmada ao longo do ano.


Questionado sobre como a Defesa Civil classifica o cenário atual, o meteorologista Caio Guerra afirmou que o risco é considerado alto e preocupante, especialmente para o período da primavera, historicamente mais crítico em Santa Catarina. Apesar disso, ainda não é possível cravar a ocorrência de desastres climáticos no Estado.


"Não dá para afirmar e cravar desastres climáticos. O sistema pode canalizar mais para o Paraná, ou para Santa Catarina. Depende muito de como o fenômeno vai se organizar e canalizar", explicou.


Os técnicos também fizeram questão de evitar associações automáticas entre intensidade do El Niño e tamanho dos impactos. O exemplo citado foi o Rio Grande do Sul em 2024. Segundo os meteorologistas, apesar da atuação do El Niño durante as enchentes históricas, o fenômeno não estava em seu pico de intensidade naquele momento.


"Um El Niño forte não significa necessariamente mais impactos. Existem outros fatores atmosféricos envolvidos", destacou Guerra.


Independentemente da classificação final do fenômeno, porém, a Defesa Civil afirma já existir um consenso entre os modelos meteorológicos: Santa Catarina deverá registrar chuva acima da média em 2026.


Fonte: Portal NSC 


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