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Chegada antecipada do El Niño deixa Santa Catarina em alerta e eleva risco de temporais intensos

Chegada antecipada do El Niño deixa Santa Catarina em alerta e eleva risco de temporais intensos

Chegada antecipada do El Niño deixa Santa Catarina em alerta e eleva risco de temporais intensos
Chegada antecipada do El Niño deixa Santa Catarina em alerta e eleva risco de temporais intensos (Foto: Reprodução)

Chegada antecipada do El Niño deixa Santa Catarina em alerta e eleva risco de temporais intensos


Santa Catarina deve começar a sentir os efeitos do El Niño ainda durante o inverno. A previsão divulgada pela Defesa Civil na semana passada indica que o fenômeno, inicialmente projetado para a primavera, está se desenvolvendo mais rapidamente e tem mais de 80% de chance de se estabelecer entre os meses de junho, julho e agosto. Há previsão de temporais mais intensos no Estado.


O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, condição que interfere na circulação atmosférica e aumenta chuvas no Sul do Brasil. O cenário para este ano apresentado por meteorologistas e pesquisadores que compõem o Fórum Climático Catarinense, entre eles representantes da Defesa Civil e da Epagri/Ciram.


Conforme o grupo, o El Niño deve atingir forte intensidade na primavera, quando as anomalias da temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial podem superar 1,5°C, patamar associado a eventos fortes do fenômeno. Para caracterização do El Niño, o aquecimento precisa atingir pelo menos 0,5°C acima da média por um longo período.


Segundo nota da Epagri/Ciram publicada em 15 de abril, há 25% de chance de o El Niño se configurar como muito forte. Independentemente da intensidade, a tendência é de aumento significativo da precipitação no Sul do Brasil, elevando o potencial para enxurradas, inundações e deslizamentos.


"É importante destacar que um El Niño forte não implica, necessariamente, na ocorrência de eventos extremos. No entanto, a atmosfera fica mais favorável à ocorrência desses eventos", afirma a meteorologista Nicolle Reis, da Secretaria da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina.


Em maio, a previsão indica chuvas irregulares e volumes ainda abaixo da média em Santa Catarina, mesmo com a passagem frequente de frentes frias e ciclones extratropicais. A mudança no padrão do tempo se torna mais evidente a partir de junho, com aumento da frequência de instabilidades no Estado.


Historicamente, os acumulados de chuva em junho e julho variam entre 100 mm e 150 mm na maior parte do território catarinense, com volumes mais elevados no Grande Oeste. Para este ano, as projeções apontam chuvas mais frequentes e temporais mais intensos, com volumes que podem superar esses valores em grande parte do Estado.


Em relação às temperaturas, o trimestre ainda deve registrar incursões de massas de ar frio, especialmente em junho, que costuma ser um dos meses mais rigorosos do ano. No entanto, os episódios de frio intenso tendem a ser menos persistentes ao longo da estação.


Fonte: Portal NSC 


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