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Uso do FGTS para quitar dívida é medida paliativa e com fundo eleitoral

Uso do FGTS para quitar dívida é medida paliativa e com fundo eleitoral

Uso do FGTS para quitar dívida é medida paliativa e com fundo eleitoral
Uso do FGTS para quitar dívida é medida paliativa e com fundo eleitoral (Foto: Reprodução)

Uso do FGTS para quitar dívida é medida paliativa e com fundo eleitoral


Em fase final de elaboração, o programa do governo Lula para permitir que o brasileiro quite parte de suas dívidas deverá ter como carro chefe o uso do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), mas a medida requer atenção, alerta o economista Newton Marques.


Professor da Universidade de Brasília (UnB), o economista afirma que “o uso do FGTS é uma boa possibilidade, mas temos que ver as medidas. Eu, por exemplo, sou defensor de que essas pessoas, não tendo educação financeira, não adianta”, alerta, ao considerar que a medida é paliativa, e com possível viés eleitoral.


Segundo avalia o professor de economia da Universidade de Brasília, por mais que a pessoa zere as contas por meio do novo programa do governo, elas vão continuar se endividando. “Infelizmente, isso é cultural. Então, eu acho que o Lula está fazendo isso pensando eleitoralmente.”


Ainda de acordo com Newton Marques, o uso do dinheiro, que é uma espécie de poupança do trabalhador, para amortizar dívidas, é uma maneira de tentar mostrar para a sociedade que as pessoas reduziram o dividamento, “mas não vai resolver”, alerta.


Além do problema de falta de educação financeira, o professor de economia da UnB alerta para outro problema que pode ocorrer com o uso do FGTS como instrumento para amortização de dívidas: a taxa de juros.


Newton Marques lembra que a taxa atualmente está muito alta. “Você pode notar que as pessoas querem ter crédito, não interessa se o juro é alto, se cabe no salário para pagar a prestação todo mês, então vamos lá, vamos nos endividar.”


Recentemente, o ministro da Fazenda, Dario Durigan disse que o governo está finalizando os detalhes do novo programa para pagamento de dívidas que deve permitir o uso de recursos do FGTS.


Durigan afirmou que já conversou com representantes de instituições como a Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, e informou que o programa busca reduzir as dívidas mais pesadas para as famílias brasileiras, como as de cartão de crédito e cheque especial.


“Ele incluirá a redução dessas dívidas e a oferta de novos financiamentos com taxas de juros mais acessíveis. O programa também incorporará medidas estruturais para o médio e longo prazo, com foco em educação financeira e programas que, além de impor restrições a jogos e apostas online, contam com o apoio das instituições financeiras”, antecipou o ministro.


Durigan disse ainda que o programa exige que os bancos ofereçam taxas de juros menores do que as praticadas atualmente, que podem variar de 6% a 10% ao mês. “Isso significa que uma dívida de R$ 10.000,00 pode se transformar rapidamente, devido aos juros.”


O ministro também informou que o governo estima oferecer descontos de até 90%, o que permitirá que as famílias se livrem de dívidas, gerando um alívio financeiro. Durigan disse que haverá uma limitação no percentual do saque para pagamento das dívidas.


Fonte: Portal ND


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