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Com rombo de R$ 100 milhões, crise na “Terra da Cebola” ensaia alta para 1,2 mil famílias

Com rombo de R$ 100 milhões, crise na “Terra da Cebola” ensaia alta para 1,2 mil famílias

Com rombo de R$ 100 milhões, crise na “Terra da Cebola” ensaia alta para 1,2 mil famílias
Com rombo de R$ 100 milhões, crise na “Terra da Cebola” ensaia alta para 1,2 mil famílias (Foto: Reprodução)

Com rombo de R$ 100 milhões, crise na “Terra da Cebola” ensaia alta para 1,2 mil famílias


A cidade de Ituporanga, no Alto Vale, começa a observar uma tímida recuperação no valor da cebola em abril, após três meses com o produto à venda pela metade do custo de produção, período que levou o município a decretar emergência econômica.


A estimativa inicial é que a cidade enfrente uma redução de R$ 100 milhões na receita neste ano, devido à crise da cebola. O impacto atinge diretamente cerca de 1.200 famílias produtoras no município, segundo Volmir Borssatto, engenheiro agrônomo da secretaria de agricultura de Ituporanga.


. Safra histórica: Ituporanga colheu cerca de 158 mil toneladas de cebola, resultado de um clima favorável e produtividade acima da média regional.

. Preços despencaram: Com a ampla oferta no mercado, o quilo da cebola caiu para R$ 0,67, praticamente metade do custo de produção, gerando prejuízos para os agricultores.

. Emergência econômica: Em fevereiro, o município decretou situação de emergência por 180 dias para facilitar a renegociação de dívidas e medidas de suporte aos produtores afetados.

. Prejuízo milionário: A crise impactou cerca de 1.200 famílias produtoras e deve reduzir a receita do município em aproximadamente R$ 100 milhões.

. Expectativa de retomada: O preço da cebola voltou a subir em abril, devido a estoques baixos, clima atípico e impactos na oferta internacional, mas o mercado ainda é incerto.


Desde o início de abril, a cebola voltou a ser comercializada a R$ 2 o quilo, considerado preço o mínimo para que a produção seja rentável, segundo Borssatto.


O aumento reflete a redução da oferta da cebola, após a queda nos estoques em Santa Catarina e em outros estados, como Paraná e Rio de Janeiro.


Além da escassez, fatores climáticos externos também impulsionaram os preços.


“Teve uma situação de alagamento em algumas áreas de produção da Argentina. Uma situação também de chuvas atípicas na região de São Paulo e Minas Gerais, onde a previsão de colheita agora é para maio e junho”, avalia o engenheiro agrônomo.


Mesmo diante da alta, a recuperação nos preços é considerada frágil e temporárias, com a possibilidade de importação do produto do Chile e da Holanda.


“Essa movimentação de comércio internacional a gente não tem muita informação a curto prazo, porque às vezes há uma compra e esse produto só vai chegar daqui a 20 ou 30 dias no mercado brasileiro”, explica Borssatto.


Para os produtores de Ituporanga, que ainda têm cerca de 20% da safra em estoque, este período representa uma oportunidade de reduzir prejuízos, mas a projeção indica que a média anual da safra 2025/2026 dificilmente cobrirá os custos totais.


Fonte: Portal ND


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